Depois de 6 meses e alguns dias eu resolvi aparecer por aqui, provavelmente movida pela ociosidade das férias recentes e pela inquietude dos pensamentos que sinto.
Sabe aquela sensação de incompletude que todos sentimos em algum momento e que para alguns se torna um transtorno e a falta dessa sensação chega a causar estranheza? Pois é... Ontem sai para mais uma tentativa de curar minha incompletude e dei com os burros n'água. Minha tentativa não passou de algumas horas de sexo com um semidesconhecido em um motel no centro do Recife. Alias, se tratando de moteis eu não tenho lá tanto domínio... Melhor! Eu não tenho nenhum domínio... Foi o primeiro do Recife que eu visitei. Era frio
(que fique claro que isso se causava por causa do ar condicionado poderoso que estava ligado) e eu confesso que achei isso ótimo, julguei que estaria correndo menos riscos de pegar doenças (pqp). O chão de todos os corredores (era quase um labirinto...) e da escada era coberto por um tapete vermelho - brega - e não sei porque isso me lembrou os moteis americanos dos filmes. No quarto haviam além da cama, haviam duas 'coisas' que eu sabia que eram usadas para posições diferentes, mas eu não faço ideia de como. Havia ainda um banheiro com um chuveiro maravilhosamente forte e gelado. Enfim. Entramos, tomamos banho e o sexo rolou.
A plenitude maravilhosamente para mim chegou, manifestando-se desde toda a região do quadril até o último fio de cabelo... para ele, um pouco depois. O fato que me incomoda aqui é que depois do sexo, dessa busca por completude, eu não estava completa. E hoje, repensando o fato, me toquei de como todo esse acontecimento foi erótico. Não apenas erótico no sentido sexual, mas sim no sentido exato ( isso se trata de exagero de mim parte, já que o conceito de erotismo é discutido e discutível.) do termo. Eu estava buscando exatamente aquilo que o erotismo, atraves de seus diversos disfarces, procura. Uma eterna busca por intimidade, algo maior a mim mesma e a você, - o ciclo vida - o amor - o misticismo - a religião - orgamos - até a morte. Estava eu, dançando com o deus Eros.
Sei que está faltando alguma coisa, talvez seja simples falta de intimidade, mas para mim é pura falta de química, quer você acredite nela ou não...
Sei que não falei absolutamente nada de util para qualquer pessoa, além de mim mesma, com esse escrito, mas eu precisava falar disso mais uma vez. Alguns que para mim são próximos a mim - geograficamente e/ou espiritualmente falando- já tiveram que sofrer com tal relato. Mas ainda não havia sido o suficiente para acalmar os meus animos.
Amanha postarei um texto me aprofundando um pouco no conceito de erotismo que aqui só foi alfinetado.
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| Não sei de quem é essa imagem, mas achei apropriada. |
Grata.

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