quinta-feira, 28 de julho de 2011

Cumprindo uma promessa.

    Na última publicação que postei havia prometido fazer uma especificamente sobre erotismo e acabei deixando-me dominar pela preguiça. Mas, aqui estou.
    Um dos primeiros escritos sobre o amor que se tem notícia é o livro de Platão intitulado ''O banquete'', nele os personagens passam um jantar inteiro discutindo o que é o amor. Nessa conversa, um dos personagens conta que nos tempos primordiais existiam sobre a Terra três seres, o feminino, o masculino e o andrógino que tinha a força dos dois primeiros juntos. Observando essa força de difícil controle, Zeus, mandou que eles se separassem e desde então os andróginos que foram divididos vêm procurando achar a sua metade, para se sentirem completos de novo. A essa busca, essa força que deseja se completar com o outro chamamos de Eros, o mais antigo dos deuses, o erotismo. Que tem sua presença indesejada e por isso busca formas implícitas de se fazer ver.
    Essas formas seriam a religiosidade, em que o homem busca se sentir completo buscando o divino, na morte, quando sentimos que não resta mais nada, apenas aquilo, logo o desejo de busca se completa. A relação do erotismo com a morte me atrai de forma intensa, é interessante vê como a nossa unica certeza, de certa forma, nós guia em vida. A terceira e mais presente forma de manifestação está na arte, que por si só já  tem um caracter de transgressão de barreiras. A arte causa no seu apreciador uma manifestação e essa manifestação, seja ela positiva ou negativa, é resultado do impulso erótico que buscamos ao apreciar uma obra de arte. Você já parou para pensar porque aquela música te toca tanto e outra não? Reside ai, uma relação de completude. O erotismo.
    A obra abaixo é uma referência a história de Salomé, que teria se vingado de João Batista, se sentia atraido por ela, sua cabeça foi colocada numa bandeja, demostrando o poder de sedução de Salomé sobre o homem. Com essa história nós temos a morte presente, o desejo sexual e o poder. Elementos de busca e sentido eróticos. 

Jennifer Linton - Salomé ( 2002)

 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Relato de conversa com Eros.

    Depois de 6 meses e alguns dias eu resolvi aparecer por aqui, provavelmente movida pela ociosidade das férias recentes e pela inquietude dos pensamentos que sinto. 
     Sabe aquela sensação de incompletude que todos sentimos em algum momento e que para alguns se torna um transtorno e a falta dessa sensação chega a causar estranheza? Pois é... Ontem sai para mais uma tentativa de curar minha incompletude e dei com os burros n'água. Minha tentativa não passou de algumas horas de sexo com um semidesconhecido em um motel no centro do Recife. Alias, se tratando de moteis eu não tenho lá tanto domínio... Melhor! Eu não tenho nenhum domínio... Foi o primeiro do Recife que eu visitei. Era frio 
(que fique claro que isso se causava por causa do ar condicionado poderoso que estava ligado) e eu confesso que achei isso ótimo, julguei que estaria correndo menos riscos de pegar doenças (pqp). O chão de todos os corredores (era quase um labirinto...) e da escada era coberto por um tapete vermelho - brega - e não sei porque isso me lembrou os moteis americanos dos filmes. No quarto haviam além da cama, haviam duas 'coisas' que eu sabia que eram usadas para posições diferentes, mas eu não faço ideia de como. Havia ainda um banheiro com um chuveiro maravilhosamente forte e gelado. Enfim. Entramos, tomamos banho e o sexo rolou. 
     A plenitude maravilhosamente para mim chegou, manifestando-se desde toda a região do quadril até o último fio de cabelo... para ele, um pouco depois.  O fato que me incomoda aqui é que depois do sexo, dessa busca por completude, eu não estava completa. E hoje, repensando o fato, me toquei de como todo esse acontecimento foi erótico. Não apenas erótico no sentido sexual, mas sim no sentido exato ( isso se trata de exagero de mim parte, já que o conceito de erotismo é discutido e discutível.) do termo. Eu estava buscando exatamente aquilo que o erotismo, atraves de seus diversos disfarces,  procura. Uma eterna busca por intimidade, algo maior a mim mesma e a você, - o ciclo vida  - o amor - o misticismo - a religião - orgamos - até a morte. Estava eu, dançando com o deus Eros. 
Sei que está faltando alguma coisa, talvez seja simples falta de intimidade, mas para mim é pura falta de química, quer você acredite nela ou não... 
      Sei que não falei absolutamente nada de util para qualquer  pessoa, além de mim mesma, com esse escrito, mas eu precisava falar disso mais uma vez. Alguns que para mim são próximos a mim - geograficamente e/ou espiritualmente falando- já tiveram que sofrer com tal relato. Mas ainda não havia sido o suficiente para acalmar os meus animos.
    Amanha postarei um texto me aprofundando um pouco no conceito de erotismo que aqui só foi alfinetado. 
Não sei de quem é essa imagem, mas achei apropriada.

Grata.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Primeiro post. Não tenho um tema definido, um limite. Acho que apenas direi o que estiver me incomodando, talvez numa tentativa de organizar minha próprias ideias ou simplismente fazer o tempo correr mais rápido ocupando-o.
Libertatem Libidinem, liberdade e luxúria. O que eu gosto mais além da liberdade de meus pensamentos e o doce pecado da luxúria para acalmar o corpo? Não sei. Talvez por isso tenha escolhido esse titulo, que com certeza se encaixará perfeitamente em muitos dos meus posts, se é que eles existirão. (hauahuhaua)
Mas sobre mim? Quase nada tenho a dizer. Sei que estou cursando história, mas nem me pergunte qual sua importância... Responderei com aquela velha máxima: Cada um sabe a importância da sua história e do que ela representa dentro de outras tantas histórias.
Me interesso muito por sexualidade. Acho interessantíssimo como as sociedades ao longo do tempo se relacionam com o sexo de forma tão diferente...  No egito a mulher tinha uma liberdade que me inveja... na Grécia o amor livre era extremamente comum. Hoje, nossa moral filha da Vitoriana do sec XIX, nos impede... não diria de fazer sexo ( não mais) mas de falarmos sobre. Como se o controle se fizesse pelo discurso.
Enfim, pensarei sobre a próxima escrita. Mas  mesmos sem muita definiçao, ou corte temporal / locacional, não esperem um tema muito diferente do título.

Até breve.